terça-feira, maio 15, 2007

Férias em Espiel - o relato

4ª feira – 25 de Abril de 2007

Saída por volta das 6 da matina das Antas em direcção a Portalegre. Eu e o Márcio partimos sozinhos. O Filhote inesperadamente teve que ficar em terra... outras viagens virão.

Por volta das 11 chegámos a Marvão e fomos ter com o Marco Cunha às paredes. Fomos ver paredes que mais pareciam barrocais… mas ao nos aproximarmos percebemos o porquê da existência do “mito alentejano”… de facto é surpreendente. As paredes de 20 metros, algumas mais, parece que se vão desfazer aos nos encostarmos e o pó escuro que nos suja tudo não transmite mais segurança mas as estalactites de calcite são impressionantes e depois percebemos que afinal é rocha (!). Dá vontade de no meio de todo aquele mato nos mandarmos às vias mas a aparente fragilidade das paredes no segundo seguinte intimida-nos e decidimos “guardar para a próxima vez”…
Partimos novamente desta vez em direcção a Espiel via Campo Maior, Badajoz, Zafra e Belmez. Parámos à beira da estrada para comer qualquer coisa que tínhamos levado.

Mal entrámos em Espanha apanhámos chuva…. E forte… Quando chegámos a Belmez ela parou… felizmente! Ainda fizémos uma pequena caminhada a pé em torno do castelo e das suas paredes mas o que queria era mesmo chegar a “casa”, ao destino, a um sítio onde pudesse assentar arraiais e descansar. Fomos directos a Espiel e ao refugio… fechado! Pensámos que seria do horário…esperámos que assim fosse. Fomos ao centro da vila ao café das tostadas de aceite e descobrimos que o novo dono do refúgio é o mesmo do bar da zona industrial. Ali fomos. Os nossos piores receios concretizaram-se… o refúgio estava fechado. Em remodelação, sem luz, sem água, fechado sem excepções até Maio! Até daqui a 2 semanas! Que azar… Estávamos a ficar com o cenário bastante negro… E parques de campismo na região? Nada, diziam-nos por ali… o Márcio lembrou-se de ter visto algo a uns km em direcção a Córdoba e assim foi. Ainda fomos a Villalba procurar e por fim lá nos informaram da existência de um na saída de Villaviciosa a 35 km de Espiel. Nem hesitámos, fomos logo. Estávamos exaustos, desanimados, preocupados, tensos e com o prenúncio de umas férias arruinadas…
Finalmente chegámos, felizmente o parque era barato e fizemos logo o check-in. O Márcio marcou imediatamente as 6 noites… eu nesse momento só pensei “não sei para quê, amanhã vamos mas é embora…”.
Mas era preciso “activar”. Montámos a nossa tenda “3 seconds”, desfizemos as trouxas e eu preparei uma das massas pré-preparadas que tinha trazido para nós. Ao fim de 10 minutos já tínhamos jantado. Em silêncio. Estávamos mesmo desanimados …
Aquele terrível dia estava a acabar e a chuva tinha começado a cair.
Nessa madrugada desabou o céu sobre nós sob a forma de uma tromba de água.

5ª feira – 26 de Abril

Acordei por volta das 10. O Márcio deixou-me dormir… estávamos a recuperar e como tinha chovida ainda durante a manhã… Mas quando me levantei começava a ficar sol. Fui tomar um duche, tomámos o pequeno-almoço, eu as minhas Estrelitas é claro, e fomos tomar café a Espiel e comprar pão. Foi a primeira e última vez. O pão já foi comprado com uma rigidez inapropriada para dentes mais sensíveis e com isso passámos a optar por Bimbo. Finalmente fomos conhecer as famosas paredes de escalada. Fomos para o sector “Espigon Derecho” e começámos a sentir alguma motivação. Estávamos ali e o melhor a fazer era aproveitar, desfrutar das férias e escalar, escalar, escalar.

6ª feira – 27 de Abril

O Marco veio ter connosco às paredes.
Consegui fazer as primeiras vias à vista e à abrir das férias. O dia só não rendeu mais, porque tivemos que fazer alguns intervalos a meio da tarde para nos recolhermos onde podíamos, por causa da chuva que insistia em cair… Ali almoçámos os três na “cova da cobra”. Mesmo assim o Marco não nos deixou arredar pé e escalámos bastante. O Marcito é que sofreu um pouco com direito a voos e tudo. Mas sempre em grande estilo, com presas na mão ou todo arranhado.






















Jantámos os 3 em Espiel no restaurante com uma das personagens mais aterradoras que vi sem ser uma personagem de um filme… Só o meu netinho (AKA Luisito) é que poderia encarar tal desafio e domar a besta… uma verdadeira moça de bar motard americano de um filme do Tarantino.
No final lá fomos descansar para o parque enquanto o Marco ficou pela vila a caminho dos carrinhos de choque e das "garotitas de cinto" com a desculpa de estar à espera da Natália e do Sérgio que chegavam nessa noite.

Sábado – 28 de Abril

Dia de descanso. Fomos para Córdoba.
Passeámos bastante mas na prática estávamos bastante ansiosos de regressar às paredes. Córdoba é uma cidade interessante mas os subúrbios, tal como em Badajoz são bastante intimidantes. A forte influência árabe faz-se notar não só na arquitectura mas também na cultura local. Muitas pracinhas, vielas, muitas flores, um centro histórico bastante agradável.
Um dia de muito sol, muito calor.
Acabámos bastante cansados de tanto caminhar.

Domingo – 29 de Abril

Finalmente de regresso às paredes! Conheci então a Natália e o Sérgio que mais tarde descobri serem os “bloguistas” do Abismo Branco. São dois castiços, tal como o Marco, todos do Norte, da região do Porto, mas que se instalaram por questões profissionais no Alentejo.
Escalámos bastante e a energia deles foi contagiante. Para mim e para o Mestre foram essenciais para nos trazerem a genica necessária para escalarmos fosse o que fosse… o dia de descanso tinha-nos atordoado e estávamos meios zombies… mas no final ainda nos divertimos bastante e fizemos umas proezas. É claro que a “jibóia” do Marco foi fundamental para que as cordadas femininas tivessem sucesso e até os azeiteiros espanhóis ficaram “abismados” com a “nossa”, que era visivelmente maior que a deles… Eu pelo menos acabei o dia de “barriga cheia” de metros e mais um 6a no currículo, ainda que em top.
No final do dia eles tiveram que ir embora e nós regressámos ao acampamento. Mais um dia das minhas fantásticas massas! Knorr rules!

2ªfeira – 30 de Abril

Tinha voltado a chuva. Tomámos o pequeno-almoço a chover e o panorama para o dia não era agradável. Rumámos a Espiel a rezar para que o dia melhorasse. O Mestre estava mal-humorado e mal falava… passou-me até o carro para as mãos. Eu vi logo que algo não estava bem. Continuava a chover. Fomos para o café. Ainda pensámos em ir à Cova Fosforita mas a chuva…
“Eu agora se não fosse loucura ia mas era para Poios…” disse o Márcio entre dentes… “ e então? Porque não? Se quiseres. “ Bastaram a troca de meia dúzia de palavras, incrédulos connosco próprios e com a nossa loucura e fomos a grande velocidade ao acampamento. Tomei um duche, arrumámos tudo e em uma hora estávamos já de viagem rumo a Portugal.
Em 6 horas chegámos à Redinha, com algum mau tempo pelo caminho, poucos diálogos e sempre com o medo do arrependimento presente. O Márcio continuava mal humorado… parámos em Alpalhão e eu ainda fui comprar uns queijinhos regionais.
Escalámos 2 vias, dois IVºs graus e com isso encadeei os “versos satânicos” que me andavam a ocupar a mente à algum tempo. Depois o vento, o frio e a chuva impediram-nos de continuar. Fomos jantar a Pombal à churrasqueira de sempre e com os mesmo miúdos de sempre a fazer barulho. Dormimos junto ao rio na Redinha.

3ªfeira – 1 de Maio

Fomos tomar o pequeno-almoço à pastelaria de sempre e descobrimos que estava por Poios o Magno e mais algum pessoal da trupe do costume.
Fomos todos para o Microondas. Estive a trabalhar no meu projecto, o 6a do “Osso”, Nati. Encadeei finalmente o Vº, Paulo.
Fim do dia, o Márcio veio trazer-me às Antas e seguiu viagem para o Porto. Eu precisava de matar saudades da minha bicharada e do meu espaço.
Resumindo foram umas férias bastante boas, treinei muito, conheci gente nova, mais duas escolas (Espiel e Belmez) e pude evoluir.
Obrigada à cambada Marco, Natália, Sérgio e em especial é claro ao Mestre que mais uma vez proporcionou um programa memorável para a minha história dentro da escalada. Boas para o Filhote com quem me preocupo sempre.

terça-feira, abril 24, 2007

Férias em Espiel

Esta madrugada partimos, eu, o Mestre e o Filhote, rumo a Espiel. Ficamos lá até o próximo dia 1 de Maio e no roteiro queremos enquadrar Portalegre, Marvão, Córdoba, talvez Ronda e claro Espiel. Escalar, escalar, escalar e muito passeio.
Até o regresso e já cheia de novidades.
Jokas

terça-feira, abril 17, 2007

O Karma do meu Filhote

O Nuno Carneiro, Nuno Alberto Carneiro para alguns e filhote para uns outros, está de Parabéns! Não, não vai ser pai, não comprou um carro novo (esse já foi à algum tempo), não vai casar (penso eu e ai dele que não me dissesse nada antes, pelo menos para dar o parecer relativo às qualidades casadoiras da minha nora - boa cozinheira, boa massagista para aturar as crises do cachopo e um bom corpinho para me dar muitos netos!) e não ganhou a lotaria. Mais que isso tudo, realizou aquilo que nos últimos tempos ocupou um grande espaço nas suas ambições e a que dedicou muito tempo e trabalho. Encadeou o Karma!

Passo a explicar, não, ele não é gay e Karma não é o mestre dele de Yoga. Karma é um bloco em Sto. Tirso, no parque da Sra. da Assunção. Um V6 na escala de bloco que equivale aproximadamente a um 7a de desportiva. O miúdo foi fantástico e contra todas as probabilidades, hoje, após chover, com uma temperatura nada apropriada à prática e ao fim de alguma hesitação lá decidiu em descer até ao local e tentar. Ele e o mestre (claro, não podia ser outro) ao fim de um susto e uma queda de cerca de 3 metros decidiu tentar aquele bloco cuja fixação já se tornava motivo de grande descrença nas suas capacidades... pois é, com todas as condições para nem sequer conseguir levantar o traseiro do chão e após birra com o Márcio ele vai e encadeia! sobe, sustenta o corpo a presas cujas leis da física não o permitiriam e consegue assim resolver o problema e ter agora e finalmente um bom Karma.














Parabéns Nunito, parabéns filhote e obrigado por permitires que eu seja tua amiga. É verdadeiramente um orgulho para mim, hoje e todos os dias, quase desde que te conheci. Hoje sou, isso sim, uma mãezinha babada.

Ah, e não é mito, é pura realidade.

quarta-feira, abril 11, 2007

Jean Cristoph Lafaille - o meu primeiro 6a

Estes últimos tempos têm sido bastante intensos e repletos de actividade.

Eu já me tinha habituado a alguma agitação mas confesso que ultimamente tem sido hilariante… Entre acidentes rodoviários que terminam comigo após dar a primeira assistências aos sinistrados a ficar sem bateria no carro, com os bombeiros a empurrar o carro, eu de tacão de 10 cm, casaquinho de fato e 2 graus à meia noite no meio do nada… enfim, só a mim….
Entretanto veio o fim-de-semana da festa da Sra. Cabeça aqui da aldeia. Não fui. Tinha alguma obrigação em pelo menos ir lá marcar o ponto mas optei por no sábado dar um salto a uma conferência a Seia e no domingo ir até ao Porto desviar o filhote até aos blocos de Sto. Tirso. Não deu para fazer muito mas o miúdo ia sacando um 7b+! O Cardinal ainda apareceu com a comandita dele. Foi uma boa tarde que acabou já estava de noite. No dia seguinte fui buscar o equipamento que me tinha trazido ao Porto para o utilizar na recolha de águas da mina da Granja, já pelas minhas bandas. Lá fui eu fazer os meus 200 km de regresso, carregada de caixas térmicas, garrafas, garrafinhas e tubos de ensaio a tilintar.
Terça tive uma visita a bater-me à porta às 7 da manhã um tanto ou quanto insólita – um asno! Mas dos a sério que dos outros eu já estou habituada. O Milu e o Sebastião é que não acharam muita piada.
Foi também uma semana para reforçar a cumplicidade com alguns amigos mais recentes que me têm feito bastante bem para passar o tempo aqui por terras que conseguem ser por vezes bastante inóspitas. O Augusto, a Ana e o Pedro têm sido uma verdadeira lufada de ar fresco.
Depois de andar metade da semana à chuva, ao frio, no meio de água a recolhe-la em lameiros, ribeiros, galerias e poços finalmente ficou o trabalho completo. Valeu-me a companhia do Dr. Lopo Mendonça, um sábio hidrogeólogo que me acompanhou nos trabalhos de campo. Voltei ao Porto em visita relâmpago para entregar as amostras e regressei nessa mesma tarde pois no dia seguinte vinham os aguardados Papis.
A seguir àquele fim-de-semana desmotivante na Estrela, em que os duros me encheram de ambição mas mais ainda de frustrações, seguiu-se um de passeio e um outro de apenas deambulação. A crise não dava para mais. Os miúdos vieram dar um giro a Tabuaço e o mestre acabou por encadear o seu projecto, um 7a lindo. A Ben Hur teve assim o seu first ascent. (Parabéns, só um verdadeiro mestre o conseguiria!) Só lamento não ter estado presente mas os meus pais tinham acabado de chegar aqui para as férias da Páscoa e ainda estava em “período oficial de mimo”. No domingo ainda vieram, o Márcio, o Nunito e o Mica aqui a estes lados dar um mico a umas pedritas…mas só lhes fiz a visita guiada. Dei um tiro ao bloco mais básico que havia na região e depois andei a passear. Apesar de tudo até isso me deu prazer.
Entretanto passou-se uma semanita calma, com algum trabalho, reuniões e alguma formação associada ao estágio que implicou rever algumas das personagens com quem fiz os dois primeiros meses de formação obrigatória para o estágio do INOVJovem mas também algumas amigas que daí resultaram.

Finalmente o tão esperado fim-de-semana! Tinha combinado com um amigo que tinha conhecido com estas inovações da net, encontrar-me com ele no Reguengo do Fetal, sexta-feira de manhã. Antes disso já me tinha encontrado com o filhote e o Márcio em Coimbra, seguindo com os dois para baixo. Faltava apenas o Johnny que vinha ter connosco ás paredes. Começámos a escalar já eram quase 11 da manhã e o sol apertava… O Reguengo parecia um shopping ao domingo, mais cheio não creio que pudesse estar. Depois de encadear umas vias, que na primeira vez que ali tinha estado, já à meio ano, nem tinha quase conseguido fazer o arranque e agora encadeava à primeira – é certo, IVºs graus mas para mim uma grande conquista, especialmente para recuperar a motivação perdida nos últimos tempos – decidimos fugir dali e rumar para norte até Poios e foi a aposta certa. Não estava lá praticamente ninguém, ainda deu para apanhar uns sustozitos mas para aprender muita coisa, muita mesmo…
Enquanto isso, nas Antas, em casa, os meus pais, a minha irmã e o namorado aturavam a louca da minha avó que tentava enlouquece-los a eles todos também, enquanto passava estes dias da Páscoa em casa com a família, metendo umas férias do lar.
Ao fim da tarde fomos até ao tasquito beber umas “Cocacolitas” e depois, quando chegou o Sr. Agente lá fomos rumo a Pombal para jantar. O que não contámos é que era sexta-feira santa e estava praticamente tudo fechado. Acabámos numa pizzaria duns “avecs” na esperança de provar umas “pizzolinas” mas tivemos que nos contentar com umas pizzas “caprichosas” e “camponesas” e uns bifes que tínhamos ouvido matar, todos condimentados com bastantes “epices”.
Fim de noite, o João rumou a Poios enquanto que nós os três e o Alexandre fomos até ao sopé da Sra. da Estrela onde montámos acampamento. O Mestre tinha-me levado praticamente tudo o que precisava pelo que não precisei de me preocupar com quase nada e ainda por cima tínhamos uma tenda daquelas “manhosas” de agora, as tais que se montam em 3 segundos para estrear. Foi giro e acabou por ser bastante prático. Depois de eu e o Filhote ficarmos esclarecidos quanto à luminosidade de algumas extremidades do Márcio e após algumas pragas rogadas à comunidade do sul que tinha assentado arraias na capela lá em cima e que esteve a batucar até já depois da uma da manhã, finalmente se conseguiu dormir.
Acordámos por volta das 9 e o Filhote que descobri afinal ser um Alberto, foi corrido da tenda com uma alvorada um tanto ou quanto hostil. Mas de uma espinhosa só isto seria de esperar… Vestir, lavar dentes, desmontar a tenda (que já não é em 3 segundos…) e partir rumo à pastelaria para o pequeno-almoço.
Depois fomos finalmente ter com o João que já nos esperava no sector da gruta em Poios. O Márcio estava determinado a fazer-me encadear o 6a à direita da gruta, algo a que eu nem sequer aspirava… era de facto a via de cá de baixo com que eu tinha, desde que conheci a escola, mais “simpatizado” mas daí a encadeá-la… mas assim foi, ao fim de um primeiro tiro bem sucedido em top, veio o encadeamento! Que delírio, que satisfação, que êxtase!
Foi assim o meu primeiro 6a, Jean Cristoph Lafaille fica registado.

Depois de mais um dia por ali, com alguma chuva a ameaçar decidimos vir embora e no regresso tivemos que cumprir o ritual e jantar no chinês em Coimbra. Eu a chocar uma gripe descomunal não conseguia deixar de sentir o contentamento do meu feito. Cheguei a casa já perto da meia noite e ainda tive tempo para um banho de água quente para dar alento ao dia que se seguiria e acalmar as dores musculares.

Domingo de Páscoa, a família toda e a praxe do Nuno que teve o seu primeiro “beijar do Cristo” apesar de alguma resistência inicial… a tradição já não é o que era e agora o padre já vem no seu “furgão” com a equipe toda que desta vez, com excepção do já batido velhote que carregava a cruz, as assistentes eram todas umas meninas casadoiras e de umbigo ao léu… A minha avó é que não achou muita piada mas depois até se esqueceu com a aceitação dos ritos religiosos por parte do seu mais recente “neto”. O meu cunhado acabou por levar por todos. Mas para entrar para qualquer família há sempre que sofrer…hihihihi! Ele até se portou bem.

Agora ando mais uma vez em período de reflexão e com os tempos de mudança que se aproximam… isto pode ser bom ou mau.
Eu sempre tive a perspectiva de que isto era algo positivo e sempre fui um tanto ou quanto ansiosa quanto ao que o futuro me traria mas confesso que estou com medo. O passado já me trouxe alguns períodos mais negros e esta mudança está associada a eles... E agora?

Resta-me o contentamento de apesar de tudo, por enquanto, ter uma vida que me dá bastante prazer em viver.

domingo, abril 01, 2007

A Mama dos 35 anos - o Mito de Nuestros Hermanos

Blocos com paredes de 8 a 10 metros, com relevos quartzíticos surreais, extraprumadas e num sítio sem problemas com reservas ecológicas, arquelógicas e outras que tais..., a 5 minutos a pé de uma estrada nacional, com um ribeiro, numa região de boa comida, boa bebida, boa gente, e boas massagistas. É pena é ser dia 1 de Abril... e isto ser apenas um mito.

segunda-feira, março 19, 2007

"Isto é que é Fixe!"

Mais um fim-de-semana... acabou e desta vez estou mesmo de rastos! (Acabo de dar um espirro e os abdominais iam-me matando de dores)
A semana passado o meu papi veio cá visitar-me e no domingo tive que o levar de regresso ao aeroporto ao Porto. A seguir aproveitei a viagem e fui ter com o Mestre à Sra. do Salto, onde estava com o Cardinal e o Lorenzo. Felizmente já tinham desistido da clássica e estavam no "Sonho Interrompido" a desfrutar de um belíssimo dia de sol. Ainda pude provar em top mais um quinto e acabar o dia em grande com uma pancada que me causou um "duplo joelho", um pequeno corte na cabeça, o Porto a ganhar ao Marítimo fora e um pequeno menu de sushi para jantar, o verdadeiro fim de fim de semana perfeito!

















Este fim de semana era para ter sido finalmente a abertura oficial da escola de bloco de Trancoso pois pensava eu que já tinha convencido o mestre e o filhote a cá virem... afinal quinta decidiu-se que iríamos para a Pedra do Urso na Serra da Estrela onde estaria meio mundo reunido... ok, não foi meio mundo mas que foi giro foi e valeu a viagem. O Mestre e o filhote passaram por aqui no sábado às 8 e deram-me boleia. Lá fomos conhecer o "teatrinho" do Luizito que já estava devidamente etiquetado com umas dedadas no antebraço... (que brutalidade!) mas como estava tão simpática e tão insistentemente nos tentou convencer a levar umas natas fresquinhas é porque afinal gosta do tratamento - desde que seja ao natural é claro! Mas também numa pastelaria que vende uns Chupas para crianças que forçariam qualquer padre a dedicar uma omilía inteira reprovando-os e qualquer beata a rezar por mais...tudo era de esperar.
Lá seguimos para cima em direcção à Penha da Saúde e aos seus fantásticos blocos. Estava um dia de sol fantástico. Apareceram o Luizito, o Magno, o Rodrigo e o Hélder. Depois de uma tarde frustrante em que apenas consegui encadear a via mais básica, no sentido real da palavra, enquanto aqueles duros faziam verdadeiros milagres da física contrariando aquilo que para mim eram leis naturais até então... cheguei à conclusão que só sirvo para "técnica" e a minha ambição passou a ser tornar-me seleccionadora nacional! Assim nem preciso de escalar nada e posso sempre manter este ambiente fantástico e praticar sempre que quiser. Votem em mim!



















Acabámos o dia a tomar um café e umas cervejas e para os mais excêntricos um "abatanado", num café nas Penhas da Saúde enquanto partilhávamos experiências passadas de rebeldias, noites mal passadas, outras demasiado bem, mau beber e a emoção do campismo... enfim, uma troca de registos que tornam alguns únicos!
O Magno e o Rodrigo tiveram que ir tratar dos seus teatrinhos e entretanto encontrámo-nos com o Leo e o Miguel que tinham ido para a Barroca, fomos a casa do Luizito ver os resultados de mais uma eliminatória do campeonato em Birmingham e depois jantar num restaurante perto do Fundão onde comemos uma sopa de pedra, um leitão assado e um "pito à passarinho" e tive que gramar a derrota do Porto contra o Sporting para delírio de todo o restaurante, em especial a já eléctrica dona, quando tinha sido eu a pedir para mudarem para a SporTV logo a início... que balde de água fria... mas pronto, enquanto tratávamos de mais uma vez chocar (ou deliciar) os nossos vizinhos com mais episódios que fariam qualquer mulher da vida corar e esclarecer as dúvidas de alguns quanto à verdadeira natureza do duvidoso doce com que o meu querido filhote me tinha presenteado mais cedo... uma verdadeira girafa perversa confundida com um profiláctico!

Depois fomos para a quinta do Luizito que nos recebeu fantásticamente. Ainda tertuliámos mais um pouco, vimos a telenovela e finalmente fomos descansar.
Domingo fomos dizer bom dia à Tânia 1 e à Tânia 2 e tomar o pequeno-almoço. A seguir separámo-nos e eu, o Mestre e o filhote acabámos por ir fazer desportiva para a Barroca. O sítio é fantástico, numa encosta do rio Zêzere com o maciço da Serra da Estrela à vista.
É pena que já estivesse toda dorida e com a motivação em baixo... mesmo assim deu para encadear a "via das Namoradas" em flash e dar mais dois tiros noutras duas... mas muito desgastante, as dores estavam a tornar-se insuportáveis. Deitei-me ao sol e ainda relaxei enquanto os "miúdos" se divertiam mais um pouco. O Márcio é incansável e o seu espírito é inspirador. Ainda deu uns tiros num 7a lindo mas eu e o Nunito já estávamos demasiado cansados, fui só provar mais um "quinto" e depois fomos até Janeiro de Cima ver o rio e tomar café a um barzinho agradável.








































No regresso parámos na Guarda para o obrigatório jantar num chinês ao domingo e depois deixaram-me em casa nas Antas e seguiram para o Porto. Tratei imediatamente de dar os presentes ao meu Milu que tinha feito no sábado 1 ano e tinha ficado sozinho com o Sebastião desde então. Resumidamente foi mais um fantástico fim-de-semana de escalada mas com certeza o mais cansativo desde que comecei a escalar. Já andamos a contar os dias para Espiel...

quarta-feira, março 07, 2007

Oferecem-se Blocos 3

É um facto! Admito! Esta fixação está a começar a tornar-se um tanto ou quanto duvidosa... eu até nem sou dada à prática de boulder! O meu "filhote" já me pica e vai dizendo que me vou tornar numa "bloqueira"! É claro que não (digo eu...) pois a escalada desportiva e as vias de 25 m continuam a ser o meu delírio mas estes blocos... talvez pela próximidade, por alguma cumplicidade com a área, não sei, o que é certo é que agora não paro de chatear quase diáriamente o Nunito e o Mestre para cá virem prová-los. É um facto que Trancoso tem bastante potêncial mas agora já deito o olho também a Aguiar da Beira e também a uns poucos já aqui na vizinha Beselga.

Bem, mas deixo mais umas fotos dos tais a que me refiro para aguçar o dente (ou os pés de gato, conforme o que der mais geito! )Estes blocos bem ao lado da fábrica de queijos Lactovil à entrada de Trancoso têm cerca de 6 a 8 m mas ainda não fui à base pois os acessos não são os melhores. Estou à espera de melhores dias para fazer a caminhada.

Estes são os blocos apresentados no post anterior. À direita está o bloco do mestre.

segunda-feira, março 05, 2007

Oferecem-se Blocos 2

Tal como prometido aqui estão algumas das fotos que tirei dos blocos do primeiro sector que ando a trabalhar:
BLOCO 1
BLOCO 2 (cerca de 3 a 4 m)

BLOCO 3
BLOCO 4 - Bloco do Mestre



São 4 blocos de granito com boas e grandes presas, bolas e puxadores de mão cheia. As quedas é que são perigosas...

As bolas nos três primeiros blocos parecem até de rocódromo! Este último é que é ligeiramente mais duro mas no máximo um V2... (digo eu...LOL)

Bem, de qualquer forma fica o convite para os virem provar e quaisquer informações é só pedir :)